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Na UE, CNA e entidades do agro brasileiro mostram compromisso do setor com inovação e sustentabilidade

Na UE, CNA e entidades do agro brasileiro mostram compromisso do setor com inovação e sustentabilidade

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) integrou, nesta semana, uma missão formada por representantes de entidades do agro brasileiro na União Europeia, de 18 a 22 de setembro. O grupo esteve em quatro países (Alemanha, Holanda, Bélgica e Itália), onde realizou uma série de encontros com entidades agrícolas, agentes governamentais e representações diplomáticas do bloco para mostrar o compromisso da agropecuária brasileira com a inovação e a sustentabilidade.

Na Alemanha e na Itália, o grupo teve encontros com entidades representantes da indústria processadora de óleos vegetais, café e de grandes varejistas. Segundo Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA, as reuniões ocorreram nas embaixadas do Brasil em Berlim e em Roma, com apoio das representações diplomática brasileiras nos dois países e permitiu estreitar as relações entre os setores privados brasileiro e europeu.

“A Alemanha e Itália são parceiros comerciais relevantes para o agro brasileiro. Os encontros foram providenciais para que as entidades alemãs e italianas pudessem conhecer melhor como a inovação e tecnologia foram propulsores do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira com efeitos diretos na preservação ambiental, geração de emprego e renda para o país”, disse.

Segundo Silva, o momento também foi de troca de informações sobre a nova lei antidesmatamento da União Europeia e outros temas regulatórios e como estas normativas poderão afetar as relações comerciais de outros países produtores de alimentos.

“Assim como no Brasil, os agentes de mercado europeus veem com preocupação as novas exigências legais da União Europeia, como a nova lei antidesmatamento e os riscos que pode oferecer para as relações comerciais. A missão foi relevante para unir esforços para mitigar os riscos no comércio entre Brasil e o bloco”, relatou.

“Mas também foi uma oportunidade para debater outros temas em pauta na União Europeia, como a regulamentação de novas técnicas genômicas e a reavaliação do uso do glifosato, em curso, que pode ter impacto direto nas relações comerciais com o Brasil”, completou Silva.

Na Bélgica, os integrantes da missão tiveram encontros com representantes do governo local, da Comissão Europeia, de outros países produtores de alimentos como Canadá, Argentina, Nova Zelândia, Uruguaia, Paraguai e com a diplomacia brasileira junto em Bruxelas e na UE.

O diretor adjunto relatou que, pelos encontros, mostrou-se grande interesse das entidades brasileiras e europeias em desenvolver ações para garantia do livre comércio. No entanto, ressaltou, assim como em outros países produtores de alimentos, há desafios para atendimento desse mercado em função da nova lei antidesmatamento e de outros temas regulatórios, como os parâmetros de definição de Limite Máximo de Resíduo (LMR) de defensivos no bloco.

“Os encaminhamentos foram animadores no intuito de consolidar alianças entre grandes nações produtoras de alimentos para o estabelecimento do diálogo junto à União Europeia”.

Segundo Maciel, o debate com representantes da iniciativa privada e com o governo belga foi oportuno para explicitar o desenvolvimento científico da agricultura brasileira e retirar qualquer dúvida sobre o papel que o Brasil terá como potência agroambiental na promoção da segurança alimentar mundial.

A busca de sinergia com países produtores de alimentos também foi pauta dos encontros realizados na embaixada brasileira em Haia na Holanda.

“A troca de informações foi relevante, pois assim todos entenderam o papel que a pesquisa e inovação possuem para o desenvolvimento científico da agricultura e abastecimento do bloco. O debate foi unânime em relação à importância das tomadas de decisão regulatórias baseadas em ciência. Esse alinhamento é extremamente importante no momento em que estão em discussão na Europa temas estritamente técnicos como a reavaliação do registro do glifosato”.

Além da CNA, integraram a missão: Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Bayer.


https://www.cnabrasil.org.br