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RS Innovation Agro: Discussão sobre bioinsumos é destaque em painel

RS Innovation Agro: Discussão sobre bioinsumos é destaque em painel

“É preciso enxergar o solo de forma diferente”, defende Rosana Taschetto Vey, sócia-fundadora e CEO da Inocular Soluções Agrícolas, startup incubada na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O uso de bioinsumos na agricultura foi destaque em painel no RS Innovation Agro Stage, nesta segunda-feira (28), mediado pela gestora de Inovação e Tecnologia (GIT) da região Central, Bibiane Segala.  

A conversa contou, ainda, com a participação do engenheiro agrônomo da Emater/Ascar, Ronaldo Carbonari, e o gerente nacional de desenvolvimento de mercado da Agrobiológica, Bruno Arroyo, em uma programação com curadoria da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict). 

Durante sua fala, Rosangela sinalizou a necessidade de uma conversão gradual aos produtores que desejam iniciar a aplicação de bioinsumos. “Todo acúmulo de produtos saliniza e degrada a biota. Então, o produtor que deseja iniciar o manejo biológico não deve, necessariamente, eliminar os agrotóxicos, mas introduzir tecnologias biológicas, aos poucos, na propriedade. É preciso preparar o solo para liberar material orgânico para ter alimento aos micro-organismos. A conversão deve ser feita aos poucos”, explicou. 

Ela também orientou quanto à correta armazenagem e transporte dos produtos. “Estamos trabalhando com seres vivos, então precisamos cuidar para não aquecer, uma vez que as bactérias não sobrevivem às altas temperaturas”. Outro ponto se refere à compatibilidade dos produtos – que precisam ser testados para que não haja efeitos inesperados. 

Em relação às tecnologias de aplicação dos bioinsumos, Carbonari afirmou que a melhor opção é via sulco. “Lá atrás, quando os agrotóxicos chegaram, era uma aplicação bem artesanal. Hoje, isso está muito bem solidificado”, disse. O engenheiro agrônomo também salientou que, nos últimos três anos, a Emater, que é vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), treinou mais de 12 mil produtores no tema. 

Neste momento, o desafio da extensão rural, segundo ele, não é disseminar os insumos biológicos — o que já está consolidado entre os agricultores —, mas informar adequadamente quais os mais eficientes para cada tipo de necessidade e a quantidade adequada de aplicação. Carbonari também pontuou: “Os bioinsumos são uma revolução na agricultura, assim como foram o plantio direto e os transgênicos”. 

Bruno Arroyo, por sua vez, destacou que os bioinsumos são cada vez mais necessários e que quem não os utiliza “ainda vai ter que usar”. “Em termos de agricultura tropical, os bioinsumos brasileiros são os mais bem posicionados do mundo”, concluiu.


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