CNA leva à COP compromisso do Agro com segurança alimentar, energética e climática

CNA leva à COP compromisso do Agro com segurança alimentar, energética e climática

 A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), da 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), e levará o posicionamento dos produtores rurais brasileiros ao evento.

Durante a Conferência, a entidade defenderá a proposta de que o agro seja reconhecido como peça-chave nas soluções para garantir segurança alimentar e energética no mundo, por meio de ações e tecnologias que contribuam para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), além de promover a mitigação e a adaptação ao aumento da temperatura global.

“Há muito tempo, os produtores rurais brasileiros estão comprometidos com ações para contribuir com a segurança alimentar e energética e a conservação da biodiversidade e das florestas com uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Nossa experiência mostra que somos exemplo para o mundo e levaremos nosso case de sucesso para a COP”, destaca o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Muni Lourenço.

Dia do Agro – No dia 10 de dezembro, a CNA realizará o Dia do Agro, no pavilhão do setor produtivo brasileiro na COP, onde especialistas brasileiros e estrangeiros, além de representantes do governo, embaixadas, organismos internacionais, empresas, entidades do setor produtivo e produtores rurais discutirão temas voltados para a produção sustentável no Brasil e no mundo.

O primeiro painel discutirá a geopolítica da segurança alimentar, com as presenças confirmadas do cientista paquistanês Rattan Lal, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 e do Prêmio Mundial da Alimentação em 2020, do ex-diretor-geral da OMC, embaixador Roberto Azevedo, e de um representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Muni Lourenço será o mediador do debate.

No segundo debate do dia, o tema será o desafio de conciliar segurança alimentar e energética. O vice-presidente de relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira, será o moderador. Os painelistas confirmados são: Adriano Santhiago, coordenador-geral de Mudanças Climáticas e Agropecuária Conservacionista do Ministério da Agricultura, e Tony Mahar, diretor executivo da National Farmers Federation, da Austrália. Está prevista também a participação de representantes dos EUA e dos Emirados Árabes Unidos

O painel seguinte abordará o mercado de carbono e perspectivas para o agro, com a mediação do embaixador Roberto Azevedo, e palestras do professor Carlos Eduardo Cerri, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), do CEO da Bayer Crop Science, Maurício Rodrigues, e da vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Syngenta, Grazielle Parenti, além do Coordenador do Observatório de Bioeconomia da FGV, Daniel Vargas.

A transição energética e as potencialidades do agro brasileiro são o tema do penúltimo painel do dia. O consultor de meio ambiente e sustentabilidade da CNA, Rodrigo Justus, será o mediador. Os expositores serão a presidente executiva da Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Renata Isfer; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg); Antônio Pitangui de Salvo, o presidente da Siamig, Mário Campos, a vice-presidente de Estratégia e Sustentabilidade da ABAG/Raízen, Paula Kovarsky, o chefe de Relações Internacionais da Embrapa, Marcelo Morandi, e a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Marjorie Kauffmann.

O painel de encerramento abordará a transparência do agro. O sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, mediará as discussões. Participam o presidente da Faemg, Antônio Pitangui de Salvo, a presidente da Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF), Adriana Maugeri, o presidente da Croplife, Eduardo Leão, o diretor de estratégia global da Solinftec, Leonardo Carvalho, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho (CNA), a gerente de sustentabilidade do Sistema Faemg/Senar, Mariana Ramos, e o coordenador-geral de Mudanças Climáticas e Agropecuária Conservacionista do Ministério da Agricultura, Adriano Santhiago de Oliveira.

Posicionamento – Os principais pontos que a CNA levará para a COP 28 em defesa dos interesses do produtor rural estão no documento de posicionamento entregue pela CNA aos negociadores do governo federal como contribuição da agropecuária brasileira para subsidiar o governo brasileiro nas negociações.

No posicionamento, a CNA destaca os temas que serão discutidos na COP e que são essenciais para impulsionar as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas dentro das discussões sobre a implementação do Acordo de Paris, firmado em 2015, com a definição de metas pelos países e do Brasil por meio das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

“O Brasil tem experiência no desenvolvimento e na difusão de tecnologias de baixa emissão de gases de efeito estufa. O produtor rural brasileiro presta relevantes serviços ambientais para o Brasil e para o mundo. E a produção de alimentos no país tem cada vez mais relevância no contexto da segurança alimentar mundial”, ressalta Muni Lourenço.


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